Apesar de termos que celebrar o mês do Orgulho LGBT+ de maneira um pouco diferente este ano, isso não é desculpa para omitir a importância da conscientização sobre tópicos relacionados à comunidade LGBT+. Afinal, esse é um momento de defender nossos direitos ao mesmo tempo em que celebramos o ativismo, a lembrança, a cultura e toda a nossa história de luta por igualdade.

Além disso, é sempre preciso ter em mente o futuro. Foi um longo caminho que percorremos desde a Rebelião de Stonewall até a criminalização da homofobia em diversos países. Por isso, pensando no longo prazo, não podemos nos esquecer de quem será o nosso futuro: nossas crianças. Dessa maneira, a Babysits trouxe ao nosso blog esse artigo para te ajudar a explicar o amor e a aceitação às crianças, a fim de contribuir para uma sociedade mais inclusiva.

Entretanto, tenha em mente que esse artigo é voltado para todas as pessoas. Assim sendo, se você tem filhos, se você tem sobrinhos ou se você convive com crianças no seu dia a dia e se preocupa em elas crescerem em um ambiente de respeito e diversidade, esse artigo é feito para você.

O amor é uma explicação simples para as crianças

Alguns pais podem sentir um pouco de dificuldade e estranhamento ao conversar com seus filhos na primeira vez em que eles se questionam sobre amor e sexualidade (por exemplo, quando veem outras pessoas se beijando ou andando de mãos dadas).

Essa sensação inicial dos pais ou adultos responsáveis é natural em muitos casos. Entretanto, é preciso se centrar e lembrar que as crianças podem entender qualquer tipo de amor com uma explicação simples. Afinal de contas, nós não nascemos com a intolerância enraizada em nós, e sim com uma incrível capacidade de entender o que nos rodeia e fantásticos recursos de adaptação.

Ensinando amor e aceitação às crianças
Se você acha que crianças não têm condições de entender o amor, especialmente o amor LGBT+, não se engane! Explicar o amor é simples: duas ou mais pessoas que se amam e são felizes juntas.

Os adultos, por outro lado, é que já foram moldados pelos próprios pais, colegas e pela sociedade. Mas a sociedade continua evoluindo, e é isso que a torna bonita. Confira esse artigo que fala sobre o surgimento da homofobia.

Enfim, para que todos possam viver em um lugar onde possam ser quem são, sem serem julgados e invalidados pelos outros, os pais devem se responsabilizar a enfrentar a difícil conversa sobre tolerância e aceitação desde muito cedo.

Como explicar as diferentes facetas do amor às crianças

Nos últimos anos, diversos pesquisadores e instituições deixaram claro que o amor acontece independentemente do gênero ou da cor. Dessa forma, hoje sabemos que a sexualidade não é uma opção e que, portanto, não escolhemos por quem nos apaixonamos. Por isso, nos países mais inclusivos, também é responsabilidade dos pais educar os filhos contra a intolerância e ensiná-los a defender qualquer pessoa contra a homofobia.

Em locais onde os indivíduos LGBT+ ainda não são aceitos pela sociedade, grandes resultados começam com pequenas contribuições. Ao ensinar seus filhos a aceitarem as diferenças e a abraçarem a diversidade, isso pode fazer com que a próxima geração defenda o respeito a todos e, finalmente, mude as tendências sociais para algo mais inclusivo e acolhedor.

Além disso, é possível que seus filhos possam se revelar como parte da comunidade LGBT+, e é por isso que mostrar a eles que estão em um espaço seguro, onde possam evoluir livremente e no seu próprio ritmo, é crucial para o seu bem-estar.

Nessa educação inclusiva, é preciso reforçar que não importa por quem nos apaixonamos, que pessoas se beijam ou andam de mãos dadas como sinal de afeto e que família é construída por laços de amor. Definitivamente isso pode ser uma maneira boa e simples de explicar que amor é amor às crianças, simples assim.

E se a resposta for negativa?

Se seus filhos responderem com “ECA, AMOR!”, basta perguntar a eles: “Por que você acha isso?” e aguardar suas respostas. Se eles responderem com algo como “Amor, eca, é nojento!” Está tudo bem. Não se preocupe. Eles estão apenas naquela fase em que o amor é nojento e eles só querem brincar.

Por outro lado, se eles disserem que “duas meninas ou dois meninos não deveriam se beijar porque está errado” ou algo parecido, você deve ser cauteloso e perguntar mais sobre por que eles têm esse pensamento. Mais importante ainda, não fique bravo com eles. As crianças não nascem com a intolerância, elas são ensinadas por outras pessoas. Portanto, a probabilidade de alguém ao seu redor ter ensinado isso a elas é alta.

Meus filhos estiveram em contato com pessoas homofóbicas: o que devo fazer?

Infelizmente, muitas pessoas ainda estão contaminadas com a homofobia, a bifobia e a transfobia. Como dito anteriormente, independentemente do que seus filhos digam, não fique bravo com eles nem os repreenda. Eles são crianças e, com certeza, podem ser influenciadas, o que significa que as pessoas que lhes contaram sobre esse tipo de fanatismo é que devem ser repreendidas. A melhor coisa a fazer é abrir a discussão com seus filhos, pacificamente.

Você pode, por exemplo, perguntar “Onde você ouviu isso?” Para entender melhor onde e como encontraram comentários homofóbicos. Então, você pode explicar que algumas pessoas são intolerantes e de mente fechada, mas a maioria dessas pessoas são infelizes porque o amor delas não é incondicional e sempre sentirão ódio de outras pessoas que amam e são amadas.

Para ficarem felizes e em paz consigo mesmos, seus filhos precisam aceitar as diferenças e perceber que não há problema nenhum em amar pessoas do mesmo gênero, transgênero ou do gênero oposto. O amor é um só e o que importa é: essas pessoas são felizes juntas? Se estiverem, não há razão para você ser contra.

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Este artigo sobre como explicar sobre amor e aceitação às crianças foi escrito pela Babysits, uma comunidade online que conecta pais e babás, de forma segura e inclusiva para que todas as famílias do mundo possam conseguir babás, seja presencialmente ou de maneira remota.