A gente precisa se proteger do corona vírus, mas também precisamos manter nossa vida sexual saudável, certo? Esse é um dos grandes motivos pelos quais utilizamos camisinha, especialmente para se proteger do HIV. Porém, desde os anos 1970, a prevenção e o tratamento da AIDS evoluíram bastante e, hoje, existem até casos de cura para o que antigamente era considerado sentença de morte.

Atualmente é possível previnir a AIDS com 90% de eficácia tomando uma única pílula por dia por meio da PrEP, que está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa pílula contém a mistura de dois medicamentos antirretrovirais (tenofovir e entricitabina) que formam uma espécie de barreira protetora contra o HIV no seu organismo.

Consumindo diariamente uma pílula de PrEP, o medicamento bloqueia os caminhos utilizados pelo HIV para infectar o organismo.

A PrEP funciona de forma parecida com a Profilaxia Pós-Exposição (PEP). A PEP é uma medida de emergência que deve ser tomada em até 72 horas após a suspeita de exposição ao HIV e consiste na administração de antirretrovirais durante 28 dias como tentativa de evitar a instalação do HIV no organismo.

Muitos países já adotam a PrEP como polícia pública no combate à AIDS e essa é inclusive uma recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). E o melhor de tudo é que a PrEP está disponível no Brasil. Segundo o Governo Federal, a utilização da PrEP é feita após prescrição médica para grupos de “maior vulnerabilidade”: gays, travestis, transexuais, profissionais do sexo e casais em que uma das partes seja portadora do HIV.

Com a utilização da PrEP, as pessoas se sentem mais seguras e tranquilas na prevenção do HIV, especialmente quando não conseguem utilizar camisinha nas relações sexuais com terceiros.

Se você tiver interesse em tomar a PrEP, é só procurar um profissional da saúde. Entretanto, não basta fazer parte do “grupo vulnerável” para receber o tratamento, já que o médico vai avaliar o grau de exposição a situações de risco, a prática de sexo sem camisinha, a existência de outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), se o fígado e o rim estão funcionando normalmente, etc. Se tudo der certo, é possível aderir ao tratamento na rede pública. Na rede particular, é necessário arcar com todos os custos, inclusive a aquisição do medicamento importado.

Por fim, é muito importante lembrar que a PrEP não previne gravidez ou outras doenças sexualmente transmissíveis. Por isso, recomenda-se a utilização da camisinha junto a PrEP, para garantir maior proteção a ISTs. Além disso, como todo medicamento, a PrEP não está livre de efeitos colaterais. Portanto, podem ocorrer dores de estômago, náuseas, alterações do ritmo intestinal, gases e, no longo prazo, até mesmo perda óssea.

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