Bianca Alves em pose para The Pride

Dia da visibilidade trans: Entrevista com a youtuber Bianca Alves

Cada vez mais, personalidades trans vêm dando destaque a todos que representam a letra T na sigla LGBT: Caitlyn Jenner (Kadarshians), Chaz Bono (filho da cantora Cher) e Thammy Gretchen são apenas alguns dos nomes mais conhecidos em todo o mundo. Como hoje (29/01) é o dia da visibilidade trans, viemos esclarecer algumas das dúvidas que muitos possuem em entrevista com a youtuber Bianca Alves. Sinta-se à vontade para compartilhar a notícia com aqueles que você deseja que conheçam melhor como é ser transexual.

Aliás, você sabia que existe uma bandeira do orgulho trans? Ela foi criada em 1999 pela ativista Monica Hemls, com as cores azul e rosa, que tradicionalmente simbolizam meninos e meninas. No centro, existe a faixa branca, para identificar aqueles que estão entre os dois gêneros ou que se consideram de gênero indefinido. Agora você percebe como essa simbologia é muito mais rica e complexa do que as frases da Damares, não é mesmo?

Essa é a bandeira trans. Sim, existem mais bandeiras, e não apenas a LGBT.

Você já conhece a bandeira do orgulho trans, mas é preciso também ter na ponta da língua alguns pontos básicos no dicionário LGBT (se preferir, pode consultar essa publicação com muitos outros termos)

  • 1. Identidade de gênero: é a forma como cada pessoa se identifica e se torna um ser social, ou seja, é a forma como cada um se enxerga e se identifica;
  • 2. Expressão de gênero: é o aspecto externo, os comportamentos e trejeitos, que cada um exibe em público, isto é, o jeito como nos mostramos para a sociedade;
  • 3. Orientação sexual: é o impulso de se relacionar de forma afetiva ou erótica com outros gêneros, quer dizer, está relacionado a(os) gênero(s) pelos quais somos atraídos;
  • 4. Sexualidade: são os famosos gêneros feminino e masculino, além dos intersexuais. Esses conceitos são transversais, complementares e não excludentes. Sim, é um pouco complicado, mas precisamos ter isso tudo na ponta da língua.

Agora, vamos falar sobre transexual, ou transgênero. Se olharmos no dicionário, encontraremos a definição: “relativo a ou que tem uma identidade de gênero diferente daquela que foi atribuída à nascença, por oposição a cisgênero”. Em outras palavras, é quando o indivíduo assume uma identidade diferente do gênero que nasceu, fora da ideologia heterocisnormativa. Como a identidade trans é ligada ao psicológico, e não apenas ao físico, pode haver ou não mudanças fisiológicas para adequação. Por isso, nem todo trans precisa passar pela mudança física de sexo.

Agora ficou mais fácil entender, não é? Mas já parou para pensar na transição, nas mudanças, os desafios? Para ajudar nisso, convidamos a famosíssima Bianca Alves para contar sua história nessa entrevista. Ok, meus amores?

The Pride: como foi a sua transição?

Bianca Alves: Me assumi trans aos 14 anos e foi quando começou toda a transformação: deixei meu cabelo crescer, comecei a usar roupas femininas. Foi quando eu comecei a tomar hormônios por conta própria porque, na época, eu não consegui fazer uma consulta com um médico endocrinologista. Então, comecei esse processo sozinha e também pesquisava, em grupos do Facebook, como se tomavam as medicações. No mesmo ano, eu parei de estudar por causa do preconceito sofrido na escola por parte dos alunos e professores. Então…, começo de transição não fácil para ninguém: só a gente sabe o que é passar na rua e ser vítima de piadinhas, agressão, humilhações… Mas, hoje em dia, eu sou uma pessoa feliz e eu também aprendi a lidar com o preconceito. Assim, eu ainda sofro preconceito, mas não como antes, sofro preconceito só de pessoas que sabem que eu sou uma mulher trans.

The Pride: você recebeu o apoio da sua família?

Bianca Alves: Meu pai sempre foi quem mais me apoiou e ele nunca me desprezou por ser quem eu sou. Ele sempre me ajudou com o que pôde no começo da transição e me dava dinheiro para comprar meus hormônios, roupas e sapatos. Eu também me dou super bem com meu irmão. Mas não me dou bem com minha mãe e eu prefiro nem tocar no assunto.

The Pride: quais foram os maiores desafios na sua transição?

Bianca Alves: Meu maior desafio foi me aceitar, porque a gente, que é trans, se olha no espelho e não se identifica com o que a gente vê. Dói muito, mas, hoje em dia, eu me aceito e me amo muito!

The Pride: Quais são as principais perguntas que as pessoas te fazem sobre trans?

Bianca Alves: As pessoas fazem muitas perguntas. Às vezes, elas fazem umas perguntas muito invasivas… A principal pergunta é “como é seu nome de verdade” e eu sempre respondo “meu nome de verdade é Bianca”. Mas, às vezes, elas fazem esse tipo de pergunta querendo saber nosso nome de batismo. Outra pergunta muito comum é pessoa me perguntar se eu já fiz a cirurgia de “troca de sexo” que, na verdade, se chama cirurgia de redesignação sexual. Eu tenho muita raiva quando as pessoas me perguntam isso porque, para a gente se sentir mulher, a gente não precisa ter uma vagina entre as pernas.

A principal pergunta é “como é seu nome de verdade” e eu sempre respondo “meu nome de verdade é Bianca”.

Bianca Alves

The Pride: como você concilia isso tudo com a sua fama no Instagram e no YouTube?

Bianca Alves: Eu lido muito bem com isso. Às vezes, eu recebo comentários transfóbicos nos meus vídeos, mas eu não ligo porque eu não vou perder meu tempo discutindo com pessoas negativas e que só sabem criticar os outros. Eu bloqueio e fica tudo bem. É vida que segue.

Além da entrevista da Bianca Alves, você pode aproveitar que chegou até aqui e conferir no vídeo abaixo como ela se revelou transexual, disponível no canal dessa blogueira famosíssima.

Vídeo do canal oficial da Bianca Alves

O que achou da entrevista da Bianca Alves? Deixe seu comentário abaixo e não deixe de se inscrever no canal da Bianca nem de seguir seu Instagram. Os links para as redes sociais estão bem aqui:

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